{"id":4110,"date":"2024-11-07T13:53:41","date_gmt":"2024-11-07T13:53:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornaljequieense.com.br\/blog\/?p=4110"},"modified":"2024-11-07T13:53:48","modified_gmt":"2024-11-07T13:53:48","slug":"bahia-foi-unico-estado-a-registrar-mais-de-mil-mortes-por-acoes-policiais-em-2023","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.jornaljequieense.com.br\/blog\/2024\/11\/07\/bahia-foi-unico-estado-a-registrar-mais-de-mil-mortes-por-acoes-policiais-em-2023\/","title":{"rendered":"Bahia foi \u00fanico estado a registrar mais de mil mortes por a\u00e7\u00f5es policiais em 2023"},"content":{"rendered":"\n<p>L\u00edder no n\u00famero de mortes violentas do pa\u00eds e \u00e0 frente de outros estados nos principais \u00edndices de inseguran\u00e7a, a Bahia continua agravando a crise da seguran\u00e7a p\u00fablica: em 2023, foi o \u00fanico estado a registrar mais de mil mortes decorrentes de a\u00e7\u00f5es policiais. Ao total, 1.702 vidas foram perdidas, segundo o boletim Pele Alvo: mortes que revelam um padr\u00e3o, realizado pela Rede de Observat\u00f3rios da Seguran\u00e7a. O n\u00famero \u00e9 o segundo maior j\u00e1 registrado pela entidade desde 2019, quando o Rio de Janeiro contabilizou 1.814 \u00f3bitos por agentes de seguran\u00e7a do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>A quinta edi\u00e7\u00e3o do boletim, que foi divulgado nesta quinta-feira (7), obteve dados via Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o (LAI), junto \u00e0 Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica e \u00f3rg\u00e3os correlatos da Bahia e de outros oito estados. Os n\u00fameros revelaram que pelo menos 1.321 v\u00edtimas mortas pelas pol\u00edcias baianas apenas no ano passado eram negras. Mas esse n\u00famero tende a ser maior, pois do total de registros, apenas 1.396 descrevem a cor\/ra\u00e7a das v\u00edtimas (em 381 casos, esse dado n\u00e3o foi registrado).<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender a tend\u00eancia, o n\u00famero de negros mortos em opera\u00e7\u00f5es policiais na Bahia corresponde a 94,6% do total dos 1.321 casos em que a ra\u00e7a\/cor da v\u00edtima foi anotada. Desprezando a diferen\u00e7a entre a presen\u00e7a ou a falta desse dado, as 1.321 mortes de negros representam 77,6% do total de 1.702 \u00f3bitos ocorridos em a\u00e7\u00f5es policiais.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio de viol\u00eancia policial, no entanto, n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico que a Bahia lidera. O estado \u00e9 campe\u00e3o de mortes violentas no primeiro semestre de 2024, com 2.087 homic\u00eddios dolosos registrados, segundo a Secretaria Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica (Sinesp), sistema do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica (MJSP). \u00c9 tamb\u00e9m o que mais mata mulheres e negros, conforme dados do Atlas da Viol\u00eancia 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema da viol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 de hoje. Tamb\u00e9m foi a Bahia o estado com maior n\u00famero de homic\u00eddios dolosos no pa\u00eds em 2023, pelo terceiro ano consecutivo, ao registrar 6.578 mortes, como revelado pela 18\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica. O mesmo ocorreu em 2022 e foi evidenciado por outra pesquisa. Na ocasi\u00e3o, o Atlas da Viol\u00eancia mostrou que, naquele ano, 6.776 vidas foram interrompidas de forma violenta em territ\u00f3rio baiano. *<em>Com informa\u00e7\u00f5es do Correio 24h<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L\u00edder no n\u00famero de mortes violentas do pa\u00eds e \u00e0 frente de outros estados nos principais \u00edndices de inseguran\u00e7a, a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3990,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.jornaljequieense.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4110"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.jornaljequieense.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.jornaljequieense.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.jornaljequieense.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.jornaljequieense.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4110"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.jornaljequieense.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4110\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4111,"href":"http:\/\/www.jornaljequieense.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4110\/revisions\/4111"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.jornaljequieense.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3990"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.jornaljequieense.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4110"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.jornaljequieense.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4110"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.jornaljequieense.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4110"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}