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PF aponta que BRB sabia de fraudes em operação bilionária envolvendo Banco Master

Um relatório da Polícia Federal apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) aponta que o Banco de Brasília (BRB) teve participação direta em operações suspeitas envolvendo o Banco Master e não pode ser tratado como vítima do esquema investigado.

Segundo o documento, o BRB teria movimentado cerca de R$ 12 bilhões na compra de carteiras de crédito consideradas fraudulentas. A investigação foi encaminhada ao ministro André Mendonça e serviu como base para a prisão do ex-presidente do banco, Paulo Henrique Costa.

De acordo com a PF, dirigentes do BRB já tinham conhecimento de indícios de irregularidades ainda em 2024, mas decidiram manter as negociações mesmo após alertas sobre problemas contratuais, ausência de documentos e falhas operacionais.

O caso ganhou repercussão nacional por envolver uma instituição financeira pública ligada ao Governo do Distrito Federal e acontece em meio ao discurso do governo Lula e de setores da esquerda em defesa de maior controle estatal sobre o sistema financeiro. Críticos afirmam que o episódio reforça debates sobre transparência e fiscalização em bancos públicos.

O relatório também aponta que parte dos dados da operação era controlada manualmente por meio de planilhas Excel, evidenciando fragilidades no sistema de gestão.

Até o momento, o BRB não divulgou posicionamento oficial sobre as conclusões da Polícia Federal.

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